Uma rua em Londrina/PR, uma casa, um cheiro muito peculiar.
Entro, sento, escuto sons que me agradam.
Na mesa, vários livros distribuídos, todos interessantes, mas sempre carrego o meu.
A porta fechada indica que ainda não chegou “o momento”.
O som de passos se aproximando faz meus olhos abrirem junto com a porta.
Uma casa, um cheiro peculiar, olhos e ouvidos atentos.
O coração acelerado, a mente correndo para se explicar, aqui fora um silêncio.
Leva um tempo para que seja assimilado o poder do silêncio,
Leva um tempo para que a casa com cheiro peculiar ouça tudo que a mente quer esconder.
Na garganta um imenso nós, “onde já se viu chorar assim?”
A casa com cheiro peculiar conhece o som do choro, a gota de lágrima que rola, o peso dos infinitos mergulhos no “momento”.
O silêncio.
O respiro profundo.
O mergulho profundo.
O momento.
Uma casa com um cheiro peculiar, lugar que acolhe dores, lágrimas, declarações, nós, conversas, nomes, passados, crianças, adultos, feridos, rendidos, renascidos.
Ei, casa na Rua Carlos Gomes, 359!
Hoje, entrei, deitei, respirei seu cheiro peculiar, deitei olhando para um céu azul, mais azul que o azul dos olhos atentos.
Hoje, depois de um grande silêncio e muitas palavras, eu senti Paz.
Ei, casa na Rua Carlos Gomes, 359, Obrigada!