Olhos de amor,
MeTaNóiA
Espaço para apresentar e mudar ideias!
quarta-feira, 18 de junho de 2025
ELA.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
Dance com o presente
Não é de hoje, me vejo um tanto quanto pretensiosa com as palavras ditas, prefiro escrever.
Nas letras deitas (assim chamo a minha escrita), escorrego menos na audácia constrangedora.
Sobre as palavras, me enganam as vezes, porque na força delas há muita ilusão, muitas promessas.
Mas, não são as palavras o ambiente correto de tratarmos algo que não está delimitado por normas humanas.
Pensava muito sobre isso e lembrei que a minha máxima é:
“Do amor não se diz nada, no amor se faz tudo”
Verbo intransitivo, casuístico, revestido de poder.
Como amar? Como ver o outro e o revestir de poder?
Não há forma certa de amar, contudo, tem que ter uma forma.
Percebe?
O amor exige braços, olhos, movimento. O amor te faz querer e realizar.
No entanto, desculpe as delongas.
Meu objetivo aqui é mais pontual, quero falar da vida e consequentemente amar nesse pensamento.
Eu me perco em antecedências mórbidas.
Isso é horrível, mais que ninguém, sei disso.
Mas, há benefícios.
Como o de pensar que tudo de bom que podemos fazer por nós e pelos outros deve ser feito:
A vida é um sopro,
um pequeno trilho,
o soar de um sino,
um orgasmo pequeno e intenso.
A vida nos corre, e nos leva.
Por isso, se há uma forma de dizer "eu te amo" , eu digo assim:
Viva, viva sua máxima sabedoria, seus dons, suas artes.
Não sonhe com o que acontecerá,
não seja saudosa do que foi, esprema ao máximo seu fôlego,
sua sorte de hoje.
Viva e seja a sua maior intensidade no agora.
DANCE com o presente!
Tratado sobre o reencontro ou o primeiro texto sobre o Amor!
Perdi o Amor!
Calma, não foi hoje, já faz algum tempo.
Na verdade, ele foi se dissipando por um longo caminho.
Na verdade, ele foi caindo nas vivências brutas e eu não percebi.
Quando me dei conta, que surpresa, que vazio, onde está o Amor?
Olhei para todos, mas não o encontrei.
Na verdade, olhei para trás e o vi derramado em uma estrada longínqua.
Alguém poderia me ajudar a encontrar o amor?
Silêncio, frio, solidão.
Encontrei o amor!
Calma, não foi agora, já faz alguns momentos.
Na verdade, ele não tinha ido a lugar algum.
Na verdade, eu tinha me esquecido dele.
Quando me deram conta, o amor estava dentro das minhas lembranças.
O amor estava em uma casinha de madeira: pé de manjericão, forno a lenha,
frutas maduras, quintal cheio de flores, o amor morava ali.
O amor estava em um lago que refletia dourado, entre árvores que amam o
vento.
O amor estava na história interrompida, no último adeus, nos olhos que não
queriam se desvencilhar.
O amor estava na ausência, na esperança de um encontro com o acaso.
O amor estava no suspiro de um sonho irrealizável.
Reencontrei o amor!
Na verdade, ele está aqui agora.
Na verdade, agora o conheço realmente.
Quando fui atravessada pela consciência de que o amor é:
São olhos de iluminar
São mãos que acalentam
São pés que caminham para fazer o máximo bem
O amor é um diálogo, que começou:
faz algum tempo,
faz alguns momentos,
faz algumas conversas,
faz muitos sorrisos,
faz muitos olhares,
faz alguns abraços,
O amor é uma senhora octogenária, com um belo e charmoso coque, que me
encontrou no silêncio, no frio e na solidão, que passou por mim e me convidou
para sentar em sua varanda com duas cadeiras.
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Árvore.
A árvore muda, tem seu canto.
Esconde com seu manto o desabrochar do encanto.
Fecha os olhos com respeito e guarda o doce encontro de quem,
em seu seios, encosta a alma e coração.
De quem não aguentando mais, aceita mudar, parar o tempo,
só para devagar, embaixo da árvore ficar,
se enamorar.
segunda-feira, 7 de agosto de 2023
Rua Carlos Gomes, 359
Uma rua em Londrina/PR, uma casa, um cheiro muito peculiar.
Entro, sento, escuto sons que me agradam.
Na mesa, vários livros distribuídos, todos interessantes, mas sempre carrego o meu.
A porta fechada indica que ainda não chegou “o momento”.
O som de passos se aproximando faz meus olhos abrirem junto com a porta.
Uma casa, um cheiro peculiar, olhos e ouvidos atentos.
O coração acelerado, a mente correndo para se explicar, aqui fora um silêncio.
Leva um tempo para que seja assimilado o poder do silêncio,
Leva um tempo para que a casa com cheiro peculiar ouça tudo que a mente quer esconder.
Na garganta um imenso nós, “onde já se viu chorar assim?”
A casa com cheiro peculiar conhece o som do choro, a gota de lágrima que rola, o peso dos infinitos mergulhos no “momento”.
O silêncio.
O respiro profundo.
O mergulho profundo.
O momento.
Uma casa com um cheiro peculiar, lugar que acolhe dores, lágrimas, declarações, nós, conversas, nomes, passados, crianças, adultos, feridos, rendidos, renascidos.
Ei, casa na Rua Carlos Gomes, 359!
Hoje, entrei, deitei, respirei seu cheiro peculiar, deitei olhando para um céu azul, mais azul que o azul dos olhos atentos.
Hoje, depois de um grande silêncio e muitas palavras, eu senti Paz.
Ei, casa na Rua Carlos Gomes, 359, Obrigada!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
ELA
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| Desenho: Karina M. |


