Não é de hoje, me vejo um tanto quanto pretensiosa com as palavras ditas, prefiro escrever.
Nas letras deitas (assim chamo a minha escrita), escorrego menos na audácia constrangedora.
Sobre as palavras, me enganam as vezes, porque na força delas há muita ilusão, muitas promessas.
Mas, não são as palavras o ambiente correto de tratarmos algo que não está delimitado por normas humanas.
Pensava muito sobre isso e lembrei que a minha máxima é:
“Do amor não se diz nada, no amor se faz tudo”
Verbo intransitivo, casuístico, revestido de poder.
Como amar? Como ver o outro e o revestir de poder?
Não há forma certa de amar, contudo, tem que ter uma forma.
Percebe?
O amor exige braços, olhos, movimento. O amor te faz querer e realizar.
No entanto, desculpe as delongas.
Meu objetivo aqui é mais pontual, quero falar da vida e consequentemente amar nesse pensamento.
Eu me perco em antecedências mórbidas.
Isso é horrível, mais que ninguém, sei disso.
Mas, há benefícios.
Como o de pensar que tudo de bom que podemos fazer por nós e pelos outros deve ser feito:
A vida é um sopro,
um pequeno trilho,
o soar de um sino,
um orgasmo pequeno e intenso.
A vida nos corre, e nos leva.
Por isso, se há uma forma de dizer "eu te amo" , eu digo assim:
Viva, viva sua máxima sabedoria, seus dons, suas artes.
Não sonhe com o que acontecerá,
não seja saudosa do que foi, esprema ao máximo seu fôlego,
sua sorte de hoje.
Viva e seja a sua maior intensidade no agora.
DANCE com o presente!