sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Tratado sobre o reencontro ou o primeiro texto sobre o Amor!


Perdi o Amor!

Calma, não foi hoje, já faz algum tempo.

Na verdade, ele foi se dissipando por um longo caminho.

Na verdade, ele foi caindo nas vivências brutas e eu não percebi.

Quando me dei conta, que surpresa, que vazio, onde está o Amor?

Olhei para todos, mas não o encontrei.

Na verdade, olhei para trás e o vi derramado em uma estrada longínqua.

Alguém poderia me ajudar a encontrar o amor?

Silêncio, frio, solidão.


Encontrei o amor!

Calma, não foi agora, já faz alguns momentos.

Na verdade, ele não tinha ido a lugar algum.

Na verdade, eu tinha me esquecido dele.

Quando me deram conta, o amor estava dentro das minhas lembranças.

O amor estava em uma casinha de madeira: pé de manjericão, forno a lenha,

frutas maduras, quintal cheio de flores, o amor morava ali.


O amor estava em um lago que refletia dourado, entre árvores que amam o

vento.

O amor estava na história interrompida, no último adeus, nos olhos que não

queriam se desvencilhar.

O amor estava na ausência, na esperança de um encontro com o acaso.

O amor estava no suspiro de um sonho irrealizável.


Reencontrei o amor!

Na verdade, ele está aqui agora.

Na verdade, agora o conheço realmente.

Quando fui atravessada pela consciência de que o amor é:

São olhos de iluminar

São mãos que acalentam


São pés que caminham para fazer o máximo bem

O amor é um diálogo, que começou:

faz algum tempo,

faz alguns momentos,

faz algumas conversas,

faz muitos sorrisos,

faz muitos olhares,

faz alguns abraços,


O amor é uma senhora octogenária, com um belo e charmoso coque, que me

encontrou no silêncio, no frio e na solidão, que passou por mim e me convidou

para sentar em sua varanda com duas cadeiras.



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