Para Laís Squizzato., um e-mail jamais respondido, por isso tido como um monólogo.
Doce amiga, não é que Fernando Pessoa concordava com você sobre o amor, veja:
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| Imagem: "Você é quem você é" (Karina M.S) |
" Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um
conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso por
intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso
dado por intermédio de uma ideia nossa. O onanista é objecto, mas, em exata verdade, o
onanista é a perfeita expressão lógica do amoroso. É o único que não disfarça nem se engana.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as
palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No
próprio ato em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois «amo-te» ou pensam
e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até,
porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstrata de impressões que constitui a
atividade da alma." (Livro do Desassossego)
Observe, contudo que, ele, aparentemente e sumariamente, concordava com Aristóteles; ora, amor e amizade correspondem a uma atividade da Alma, no entanto, são somente impressões, nos amarramos novamente na ideia da solidão, nunca saberemos quem é essa outra alma que nos toca e como nos toca, são os limites dessa carcere (o corpo/ a vida).
Pobre alma sou eu, acredito no amor e na amizade!

Queria fazer minhas as palavras brilhantes de Pessoa.
ResponderExcluirE que fique claro: e-mails jamais respondidos, mas lidos tantas tantas vezes...
Te amo.