segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Por ser...



Foto: Rita Apoena


E por ser tão alto, é também profundo
fundo como um oceano;
Escondido ...
feito pérola, feito coisas raras, feito a vida, feito a morte

É de propósito que me lanço para voo eterno
Não tens medo?
Sim, mas é por tê-lo que o desafio.
E se caindo, te machucares?
Enfim, compreendeste meu desejo...

Quero cair, quero a dor, quero a morte...o suor da angustia...
Por ser amor, é indispensável morrer.
Morrer?

Só há vida onde existiu a morte, nunca leste sobre a semente?
Se a semente não morrer não nascerá belas arvores com belos frutos...
Por ser tão triste é também tão lindo!
O morrer é ganho!

Desço as escalas do medo com orgulho
Piso no chão inebriado de escórias
Olho para o meu vômito e recordo...
...o meu pior agora está fora...

Com gozo me lanço na escuridão,
Quem irá até lá?
Quem encontrarei nesse abismo?
Ninguém...
Agora claramente entendo

Por ser amor, por ser assim
Estarei como a semente:
morta, sufocada, enterrada
Quem estará do meu lado?

Quem mais?


Por ser amor também é vida!

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