Sem saber eu me ilho em você,
À espera dos encontros desmedidos e das mentiras calculadas.
A vida sem tuas mãos é um aço moído, corroído,
que desce como
uma aterrorizante dor.
Não há esperança, pelo contrário, há destroços e horror.
Contudo, como viajantes sem pátria, dia a dia eu volto os
olhos para
o horizonte;
só vejo você:
meu começo,
meu meio
meu fim.
Sou uma ilha.
Não datado.
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